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On 17th May it is the 3rd year anniversary of the official signature of the Portuguese Troika Memorandum. The government is publishing proud books on all austerity measure it undertook and announcing victory when it really just kicked the debt can a few months while benefiting of the Draghi effect. Political parties are campaigning, major unions are probably with them, and nothing is schedule that contests the government speech at that date.
The Debt and Democracy collective is organizing a debate on the streets near the constitutional court, at 16H.

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cartaz_limpeza
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Este é um apelo à mobilização apartidária
No próximo dia 17 de Maio, sábado, cumprem-se 3 anos da assinatura do Memorando da Troika e das suas avaliações. Nesse dia termina também a primeira semana de mais uma campanha eleitoral. Nesse dia o governo reunir-se-à para celebrar o golpe de teatro da “saída da troika”.

O resgate financeiro assinado nas nossas costas com o FMI, o BCE e a UE sequestrou a democracia e as nossas vidas. Foi assim nos últimos 3 anos e continuará a ser assim por mais 30 anos. Nos países europeus em que intervem a Troika continua o trabalho que o FMI executa em todo o mundo: privatizações; perda de direitos de trabalho; destruição de apoios sociais, da saúde, da educação, do ambiente e do tecido económico; aumento do desemprego e desigualdade social, com quedas brutais da esperança média de vida e vagas de emigração. Tal como FMI sempre fez, a Troika mata as populações a bem da manutenção dos pagamentos da dívida e do salvamento de um sistema financeiro corrupto em que banqueiros apoiados por políticos enriquecem desmesuradamente enquanto massacram com austeridade e falsos moralismos populações que eles mesmos empobrecem.

Só podemos rejeitar esta situação. Rejeitamos que nos cortem salários, pensões e nos apoios, enquanto os culpados por esta situação são poupados e recapitalizados. Porque é que temos de escolher viver entre desemprego e precariedade? Porque é que nos querem tirar os serviços públicos, roubando-nos, através de privatizações e impostos, aquilo que pagámos e descontámos a vida toda? Respondemos que não. Defendemos a mobilização apartidária da população nas ruas contra a actual situação. Defendemos auditorias cidadãs à dívida pública e a anulação de todas as dívidas ilegítimas. Defendemos a responsabilização efectiva dos culpados deste roubo. E defendemos a queda de todos os governos até que seja eleito um efectivamente favorável às populações. Não nos enganam com saídas limpas ou baixas de juros. Não nos enganam com ratings de dívida ou promessas de integração económica. Não nos enganam com cortes temporários e falsas recuperações económicas. A exemplo de outros países pelo mundo fora não aceitamos sem debate nem luta a hipoteca do nosso futuro e o enriquecimento de criminosos.

E queremos mais. Sabemos que a Democracia e a Liberdade conquistadas e sonhadas em Abril de 1974 não existem numa Europa governada por ditadores financeiros. Não nos enganam com eleições, falsas alternâncias ou alternativas, nem com discursos contínuos de comentadores. Os média foram tomados e asseguram hoje a propaganda das classes políticas e financeiras dirigentes. A Democracia foi sequestrada e com ela as nossas vidas mas recusamos entregar os horizontes do nosso futuro. Pretendemos assumir o controlo das nossas vidas e intervir efectivamente em todos os processos da vida política, social e económica. Exigimos total transparência nas contas públicas. Exigimos a independência da internet e dos meios de comunicação social em relação ao poder político e financeiro. Exigimos a defesa dos interesses das populações contra os interesses de quem as explora. Sabemos que é difícil e que o poder instituído nunca cederá de bom grado. Mas não temos medo. Uma Democracia Verdadeira é possível.

Por isso, a partir do próximo dia 17 de Maio e ao longo dos próximos meses e anos apelamos a todas as pessoas, colectivos e associações apartidárias, que se juntem nas ruas e nas praças para, de forma aberta e decidida, se informarem, definirem estratégias e desobedecerem ao sistema que lhes estão a impor, trabalhando juntas até mudarem de vez as regras viciadas deste jogo.

Juntos podemos! As ruas são nossas.